Essa carta é encaminhada às duas chapas que disputam os cargos públicos de Reitor e Vice-reitor da Fundação Universidade do Estado de Santa Catarina, na eleição da gestão que assumirá o quadriênio 2012/14.
No dia 15 de setembro de 2011, nas dependências do CEART, realizou-se a Assembléia Geral dos estudantes do Campus I da UDESC, com a finalidade de debatermos os assuntos da UDESC com a presença e opinião dos distintos centros – CEART, FAED, ESAG, CEFID.
Devido à falta de debate e discussão com os estudantes a respeito dos programas de ambas as chapas, encaminhamos esta carta em que apresentamos nossas opiniões, críticas e apontamentos das principais demandas dos estudantes desse Campus. Partindo do princípio do caráter público dessa Universidade reivindicamos, em nosso direito, que sejam implantadas as seguintes políticas de assistência estudantil, previstas em lei:
1. Pró-reitoria dos estudantes
Criação de uma política de assistência estudantil e sua permanência na universidade, vinculada diretamente a uma Pró-reitoria estudantil, em caráter de urgência devido ao atraso em que se encontra esta Universidade. Possibilitando o contato do estudante com a Universidade como um todo, e vice-versa, diminuindo a burocracia institucional, o acúmulo de trabalho em únicos setores da faculdade, aumentando a informação do estudante e a sua ação crítica nas políticas e nas decisões a serem tomadas na UDESC.
Esta Pró-reitoria deve construir-se desde o início como ambiente acolhedor, humano, criativo, que priorize acima de tudo a educação púbica brasileira.
2. Restaurante Universitário Público
Visto que o processo de construção de um restaurante no Campus I foi enfim iniciado, continuamos exigindo o caráter público desse restaurante. Para que seja de fato um Restaurante Universitário – RU – ele deve atender a demanda dos estudantes, sendo subsidiado pelo governo e tendo um preço acessível a todos, para que realmente atinja os seus objetivos finais – aumento da qualidade do ensino público.
A próxima gestão terá a oportunidade – e o compromisso de atender a uma antiga demanda universitária– de construir não só um restaurante universitário, mas um grande avanço no que diz respeito à permanência estudantil.
3. Bolsas de apoio aos estudantes:
3.1. Mais bolsas de pesquisa e extensão
3.2. Substituição das bolsas de trabalho por bolsas de pesquisa e extensão
3.3. Reajuste nos valores das bolsas
Sempre tendo como objetivo principal o maior desenvolvimento educacional, reivindicamos nesta Universidade uma mudança de visão a respeito do trabalho em que o estudante vem realizando. Hoje o estudante é submetido ao trabalho de apoio discente, que muitas vezes representa o trabalho de um servidor técnico e que não acrescenta em nada na formação acadêmica. Portanto, julgamos necessária a substituição das bolsas de apoio discente – bolsa trabalho – para bolsas de Pesquisa e Extensão Universitária, proporcionalmente para os centros, fortalecendo intelectualmente nossos Núcleos, e fomentando nossa educação pública, assim como os devidos reajustes salariais necessários nessas bolsas. Para tanto, acreditamos necessária a reformulação e aplicação concreta de pré-requisitos a serem cumpridos para a concessão dessas bolsas.
Apesar da recente criação do programa de apoio estudantil voltado para a moradia e alimentação, consideramos este programa isolado no campo de política de assistência estudantil, além de insuficiente para as crescentes demandas. Para tanto, existe a necessidade de maiores investimentos, como um colégio de aplicação, creche universitária, moradia estudantil, clinica universitária, para que possam ser supridas as demandas e competências específicas de cursos da própria universidade e da sociedade.
4. Democracia Interna
Devido à desproporcionalidade de participação nos órgãos colegiados e eleições em geral, defendemos o aumento da participação dos estudantes nessas instancias com a integralidade do voto, independente da porcentagem obtida em corum eleitoral, apontando para uma maior paridade entre as categorias.
5. Movimento Estudantil
Com respeito à democratização desta universidade e utilização integral do espaço educacional público da UDESC, reivindicamos o funcionamento e abertura do espaço físico do Campus I aos finais de semana regularmente, assim como os laboratórios, ateliês, biblioteca central e salas de estudo.
A integração do jovem, do estudante no ambiente da universidade, extrapolando os limites divisórios de cursos e centros e possibilitando a interdisciplinaridade, é construída no espaço da universidade com suas ações de integração e festas universitárias. Reivindicamos a abertura de nosso Campus para a utilização do espaço para o estudo e aprofundamento técnico do estudante, além da realização de festas, possibilitando a autonomia do movimento estudantil. A esta autonomia inclui-se medidas que viabilizem a participação dos estudantes por si só em espaços de caráter estudantil, sem impedimentos a exemplo da Portaria que exige acompanhamento de técnico ou professor em viagens com ônibus da UDESC.
6. Mobilidade Urbana/Acessibilidade
Há a necessidade de adaptação dos horários das linhas de ônibus relacionados à grade horária dos cursos da UDESC, assim como a devida sinalização e a garantia de acessibilidade dos estudantes aos arredores do Campus I. Sugerimos em caráter de urgência: a construção de mais entradas e saídas de pedestres ao campus; a sinalização e construção de vias de acesso às entradas e a adaptação da estrutura física para pessoas com deficiência.
Reafirmamos as demandas dos estudantes
ASSINAM: DART - Diretório Acadêmico de Artes; DAOM - Diretório Acadêmico Oito de Maio; DAAG - Diretório Acadêmico de Admnistração e Gerência
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